O conceito de Facilitação Gráfica (Graphic Facilitation, Visual Scribing ou simplesmente Scribing como é normalmente conhecido na Inglaterra, onde trabalho atualmente) vem rapidamente ganhando grande popularidade na Europa e nos Estados Unidos. Apesar de suas origens estarem anteriores a década de 80 e de sua premissa básica já fazer parte dos nossos antepassados neandertais, Facilitação Gráfica enquanto ferramenta de visualização e com utilidade direta para o mundo dos negócios é algo relativamente novo para a maioria dos engravatados com MBA.

A idéia é simples. Todos sabem que reuniões e palestras podem tomar rumos diferentes dos que havíamos planejado ou podem ser simplesmente longas demais para que lembremos, ao final, o que foi dito nos 5 primeiros minutos. Não é a toa que tomamos nota do que for importante para nós e usamos as mãos para tentar dar forma ao que queremos demonstrar durante discussões, mas e se alguém fizesse isso por você? E se, ao invés de notas escritas e gesticulações, esta pessoa usasse desenhos, metáforas, ícones e imagens que, lhe ajudassem a não somente ter um registro visual da reunião ou palestra mas também de poder interpretar as mesmas informações com um ponto de vista completamente diferente?

É exatamente isso que o facilitador gráfico faz.

Trabalho de Graphic Facilitation do ilustrador Joel Cooper, da agência Ludic.

Um facilitador gráfico é um ilustrador com um conhecimento maior na linguagem de negócios, que consegue traduzir, em tempo real, tudo o que ouve e transformar em imagens e composições artísticas durante uma conversa ou um discurso. O resultado é fantástico e muito difícil de expressar com palavras, pois é completamente visual.

As vantagens da Facilitação Visual são claras para os participantes de uma discussāo em plenário. Suas ideias e pensamentos tomam forma. Olhando para um desenho que representa o que acabou de ser dito, fica fácil de discutir sobre o mesmo assunto. A ilustração cria uma base para inferência de significados em que os participantes podem ativamente participar dizendo “ei, neste modelo organizacional, a filial do sul precisará ser maior que a do norte, por que é mais importante”. Participantes de disciplinas diferentes podem conversar através de uma linguagem em comum, a da forma visual. O que era um “sistema oracle para armazenamento de dados C3909″ para o engenheiro de TI era simplesmente um “servidor” para o pessoal do departamento de RH e com um facilitador visual, pode passar a ser o “quadrado amarelo” para os dois. A comunicação fica garantida, assim como a economia do valioso tempo da empresa.

Para finalizar podemos dizer que, resumidamente, a Facilitação Gráfica é um método de visualização de ideias.

 

Esse post foi escrito pelo designer Luis Rosenthal, da agência Ludic, em Londres.
As imagens desse post são do illustrador Joel Cooper.

Branding para PME

Existe uma espécie de mito entre as PMEs (Pequenas e Médias Empresas) que coloca o branding como um investimento necessário apenas para marcas que possuem grande poder de investimento. Dessa forma, muitas marcas acabam vendo o branding como um custo alto e desnecessário, menosprezando etapas essenciais desse processo.

Analisando a função principal do branding, fica claro que esse é um investimento imprescindível para o sucesso de qualquer marca nos dias atuais.

Esclarecendo o branding

O branding  possui várias interpretações, mas de forma resumida, é o árduo e contínuo trabalho de manter uma marca viva na mente dos consumidores. Afinal, esse é exatamente o local onde as marcas residem.

Quando alguém diz que OMO é o melhor sabão em pó, o que foi usado na sua análise? Será que foi somente a limpeza das roupas ou junto está o mix de valores e conceitos que a marca injetou na mente de todos através de centenas de campanhas publicitárias durante anos?

Como a marca reside no inconsciente dos consumidores, cada pessoa escolhe para si as marcas da sua preferência. O trabalho da agência de branding é definir os valores, crenças, propósitos e personalidade de uma marca para que essa se comunique de forma direta com os seus consumidores.

Os pilares no desenvolvimento de uma marca são:

Posicionamento
O posicionamento consiste em definir como a marca deve se comunicar e ser captada pelo consumidor, assim como definir a sua diferenciação da concorrência. Para isso, conhecer a concorrência e entender profundamente o modo de vida de seus consumidores é essencial.

Preço
Muitas vezes o preço do produto faz parte do processo de posicionamento da marca, já que o objetivo de lançamento pode ser alcançar uma classe em específico. Por exemplo, a Unilever possui 2 produtos de limpeza para roupas em suas marcas (OMO e Surf). Cada produto está destinado para uma classe econômica. Por isso, além de ambos se comunicarem de forma diferente com os seus consumidores, cada um possui uma precificação.

História
Toda marca precisa de uma história. Marcas que contam boas histórias entram na vida dos seus consumidores, que acabam querendo viver essa história junto a marca.

Design
O design é responsável por dar vida a marca, através de cores e formas. O principal trabalho do designer é reforçar, através de sua criação, a personalidade da marca. Seja na criação do nome (naming), slogan, tagline, logotipo, papelaria, embalagens, ponto de venda, site, tudo deve se comunicar de forma única.

Atendimento ao cliente
Nenhuma marca sobrevive sem clientes. Assim, o atendimento ao cliente deve ser especialmente modelado para que não haja ruídos e que cada cliente se sinta único.

Assim, podemos concluir que branding é o trabalho de gestão da marca em Publicidade, Design e RP.

Concluindo o tema que deu título a esse post, a grande maioria das pequenas e médias empresas nunca passaram por um diagnóstico de branding, seja por desconhecer o processo, julgar um investimento desnecessário ou mesmo por menosprezá-lo. Na Izanagi, trabalhamos o planejamento de marcas para empresas de todos os portes através de um serviço chamado Alicerces da Marca. Caso seja do interesse da sua empresa, entre em contato.

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